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Capítulo 3 de 16

Na universidade

O caminho acadêmico e a descoberta da acupuntura.

Mesmo certa da minha escolha em trabalhar com Medicina Chinesa, decidi que era importante participar de outras atividades dentro e fora da universidade: cursos, congressos, simpósios, iniciação científica, projetos de extensão e trabalhos sociais.

Nas férias do primeiro semestre participei de um treinamento de anatomia em que dissecávamos um animal e montávamos seu esqueleto. Depois, alguns alunos foram convidados a participar de artigos científicos sobre o carcará e a coruja-buraqueira. Em 2010 participei de uma iniciação científica com a descrição anatômica do globo ocular de felinos.

Em 2012 foi a nossa vez de organizar a semana acadêmica da UnB: desenvolvemos logo, camisetas, grade de cursos e palestras e convidamos profissionais renomados de cada área. Em 2014 participei da implantação do Banco de Sangue Canino do Hospital Veterinário da UnB, que até hoje ajuda cães que precisam de transfusão.

No início do curso me imaginava na cirurgia. Gosto dos detalhes e da precisão que ela exige, mas no centro cirúrgico não me identifiquei tanto: sentia falta do contato com a evolução do paciente na clínica médica.

Nos estágios de internação, muitos pacientes não podiam ser tratados com os recursos da medicina tradicional. Foi um período de muitos casos de cinomose, e eu ficava inconformada ao ouvir que esses animais não receberiam um tratamento realmente eficaz. Fui atrás de informação e comecei a encontrar casos de animais tratados com acupuntura que voltavam a andar. Isso me encantou.

Descobri um curso de especialização em Campinas — ainda não existe nada nessa área em Brasília — que aceitava alunos a partir do 6º semestre. Foi uma época intensa, mas cheia de boas lembranças.

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