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Capítulo 2 de 16

Como tudo começou

O sonho de infância e o Projeto Cão Guia de Cegos.

Desde sempre sonhava em ser veterinária. O grande sonho da minha vida era ter vários animais, viver perto deles e poder ajudá-los. Não tive uma infância rodeada de cães e gatos: fui uma criança que teve bichos diferentes na vida.

Minha mãe nunca quis ter animais dentro de casa e, com muito custo, consegui convencê-la a ter algum bichinho. Ganhei dois passarinhos, que viveram conosco por 18 e 21 anos. Tive dois hamsters e duas tartarugas, e não posso esquecer da coelhinha que ganhei mas não pude trazer para morar comigo — eu a visitava todo fim de semana — e do pintinho que ganhei na festa junina. Quando lembro dessas histórias, não sei como não fui veterinária de silvestres.

Atualmente nosso companheiro é o Kito, uma calopsita de 8 anos, que às vezes aparece no Instagram para dar o ar da graça — mas ele não gosta muito de ser filmado.

Quando entrei na faculdade, descobri o Projeto Cão Guia de Cegos aqui em Brasília. Na época, era o único centro de treinamento do Brasil que entregava cães-guia sem custo para os usuários. Eu e minha mãe nos inscrevemos como voluntárias e, após a entrevista, fomos aprovadas.

Nosso trabalho era passear com os cães, dar banho e observar qualquer alteração. Também participávamos de eventos de divulgação. Como já era estudante de veterinária, ajudava em curativos, coletas de sangue e medicações. Foi um período maravilhoso, convivendo com animais incríveis que mais para frente ajudariam tantas pessoas.

Meu sonho era ser família hospedeira de um filhote ou adotar um dos cães aposentados, mas, como sempre morei em apartamento, não tinha chances. Torçam aí por mim!

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