Neurologia · 6 min de leitura

Crises epilépticas em cães: como reduzir a frequência

O que fazer durante a crise, o que registrar e onde a acupuntura pode ajudar.

Escrito e revisado por Beatrice Barbosa Médica veterinária — acupuntura e medicina integrativa

Crise epiléptica é uma descarga elétrica anormal e sincronizada de neurônios. Ela pode se manifestar de forma generalizada, com queda, contrações e perda de consciência, ou de forma focal e discreta — tiques faciais, olhar fixo, movimentos repetitivos de mastigação.

Durante a crise, proteja o animal de quedas e de objetos ao redor, afaste-se da boca, reduza luz e som, anote o horário e a duração. Crises com mais de cinco minutos, ou várias crises seguidas, são emergência e exigem atendimento imediato.

O diário de crises é a ferramenta mais valiosa que um tutor pode manter: data, hora, duração, como começou, o que aconteceu antes e como foi a recuperação. Esse registro orienta ajustes de medicação de forma muito mais precisa do que a memória.

O tratamento é conduzido pelo neurologista ou clínico veterinário, com anticonvulsivantes em doses e horários rigorosos. Nunca interrompa nem altere a medicação por conta própria: a suspensão abrupta pode desencadear crises graves.

A acupuntura entra como terapia complementar em pacientes epilépticos, com foco na regulação do sono, na redução do estado de alerta e no suporte geral ao sistema nervoso. Em parte dos casos acompanhados em conjunto com o neurologista, isso contribui para um manejo mais estável — sem substituir a medicação.

Rotina estável, sono de qualidade, controle de estresse e horários fixos de medicação são a base do controle a longo prazo.

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