Mobilidade · 7 min de leitura

Displasia coxofemoral em cães: o que é e como tratar a dor

Sinais, diagnóstico e como a acupuntura entra no manejo da dor e da mobilidade.

Escrito e revisado por Beatrice Barbosa Médica veterinária — acupuntura e medicina integrativa

Displasia coxofemoral é uma alteração no encaixe entre a cabeça do fêmur e o acetábulo, o que gera instabilidade da articulação do quadril. Com o tempo, essa instabilidade provoca desgaste da cartilagem, inflamação e artrose — e é a artrose, mais do que a displasia em si, que causa a dor do dia a dia.

Os sinais mais comuns são dificuldade para levantar depois do repouso, recusa em subir escadas ou no sofá, andar com os membros posteriores juntos (marcha 'de coelho'), perda de massa muscular na garupa e irritabilidade ao toque na região do quadril. Raças grandes são mais afetadas, mas cães pequenos e gatos também podem apresentar o quadro.

O diagnóstico é clínico e radiográfico, feito pelo médico veterinário responsável. O tratamento raramente é uma única medida: envolve controle de peso, exercício regular de baixo impacto, manejo do ambiente, analgesia e, em casos selecionados, cirurgia.

A acupuntura e a eletroacupuntura entram como suporte à analgesia. Ao modular a transmissão da dor e reduzir a tensão muscular compensatória, ajudam muitos pacientes a se movimentar melhor e, em conjunto com o veterinário do caso, permitem reavaliar doses de anti-inflamatórios de uso prolongado. A laserterapia complementa o trabalho sobre a articulação e a musculatura ao redor.

Em casa, medidas simples mudam o prognóstico: tapetes antiderrapantes nos trajetos, rampas em lugar de degraus, cama firme e passeios curtos e frequentes em piso regular. Movimento constante e moderado preserva músculo; repouso absoluto piora.

Cada animal responde de forma diferente. Costumo reavaliar a resposta após três a quatro sessões antes de ajustar o plano terapêutico.

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