Medicina Integrativa · 6 min de leitura
Diabetes em cães e gatos: como ajudar no dia a dia
Sinais de alerta, rotina de cuidado e o papel do suporte integrativo.
Escrito e revisado por Beatrice Barbosa — Médica veterinária — acupuntura e medicina integrativa
O diabetes mellitus acontece quando o organismo não produz insulina suficiente ou não responde adequadamente a ela. A glicose deixa de entrar nas células e permanece circulando no sangue, o que afeta praticamente todos os sistemas do corpo.
Os sinais clássicos são beber muita água, urinar em grande volume, comer bem e ainda assim perder peso. Em gatos, é comum também a fraqueza dos membros posteriores, com o animal apoiando os jarretes no chão ao caminhar. Catarata de aparecimento rápido em cães é outro alerta importante.
O tratamento é conduzido pelo médico veterinário clínico e se baseia em insulina, dieta consistente e monitoramento da glicemia. Nada disso é substituível por terapia integrativa — e desconfie de qualquer promessa nesse sentido.
O que a medicina integrativa pode oferecer é suporte: acupuntura para auxiliar no conforto, na neuropatia diabética que afeta gatos e na qualidade do sono; e acompanhamento da dor associada a artrose ou a feridas de cicatrização lenta, comuns nesses pacientes.
Na rotina, previsibilidade é tudo: horários fixos de alimentação e de aplicação de insulina, registro do que o animal come e bebe, e observação atenta de sinais de hipoglicemia (tremor, fraqueza súbita, desorientação), que exigem atendimento imediato.
Com controle bem feito, muitos cães e gatos diabéticos vivem anos com boa qualidade de vida.
Ficou com dúvida sobre o caso do seu animal?